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Ansiedade: reação de luta-ou-fuga

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                                                             TAGS:                                         Ansiedade: reação de luta-ou-fuga

             “A minha vida tem sido repleta de terríveis infortúnios, mas a maioria nunca aconteceu” (Montaigne)                                                                                                                  

Todos nós, indistintamente, já experimentamos algum nível de Ansiedade. A Ansiedade é um estado psíquico de apreensão ou medo devido à antecipação de uma situação desagradável ou mesmo perigosa. É uma reação do organismo ao perigo ou ameaça que pode nunca acontecer e que, na grande maioria das vezes, não acontece. A ansiedade é um problema psicológico que se traduz por um sentimento de insegurança, ou, medo sem fundamento real. Esta característica biológica ou estado emocional acompanha o ser humano ao longo de sua evolução e está muito presente no nosso dia-a-dia como também estiveram na vida de nossos antepassados, hoje, talvez um pouco mais acentuada pelas rápidas intensas e transformações da sociedade contemporânea.

Este estado afetivo caracterizado por um sentimento de insegurança; é um desejo ardente, uma aflição, uma incerteza quanto ao amanhã. É a sensação, às vezes, vaga de que algo desagradável está por acontecer.

Se ganhássemos um centavo cada vez que sentíssemos que algo ruim fosse nos acontecer (quando na verdade, não aconteceu ou nem vai acontecer da forma que se imaginou), provavelmente estaríamos em situação financeira muito confortável. O que acontece com nossas ansiedades é que não recebemos moedas, mas uma importância muito grande de sofrimento inútil.  

Na Ansiedade, o nível de medo não é determinado pela situação em si, mas pela interpretação que se faz dela e é algo muito mais grave do que estar sujeito às preocupações do cotidiano.

 Cientificamente, Ansiedade é definida como reação de luta-ou-fuga. Ela pode-se manifestar das mais diversas formas como, tonteiras, vista turva, dormência ou formigamento, tensão muscular, falta de ar, fadiga, dilatação das pupilas, aceleração dos batimentos cardíacos, dilatação dos brônquios e musculatura enrijecida, insônia, confusão mental, vertigem, arrepios, transpiração excessiva, mãos úmidas, boca seca, tremores, dores pelo corpo, dificuldade em relaxar, vômitos, sensações de sufocamento ou asfixia, sensação de morte iminente, medo de enlouquecer de perder o controle (Pânico). Pode ainda, se manifestar através de somatizações, ou seja, o ansioso pode converter a ansiedade em problemas físicos, incluindo dores de cabeça, distúrbios intestinais, taquicardia, hipertensão, dores difusas pelo corpo, alergias, etc.

Pessoas ansiosas queixam-se freqüentemente de distração, falta de memória e de concentração. A Ansiedade se traduz por pressa, ânsia por movimento, inquietação interior, aflição do corpo, para que aquilo que estiver acontecendo ou que se suspeita acontecer, seja logo concluído. A ansiedade é o desejo de acabar logo, de terminar, de cessar a sensação física e psíquica do contacto com a realidade, nessa perspectiva esse desejo acaba sendo o representante do instinto de morte.

A Ansiedade não é algo que se possa nomear claramente como a raiva, a tristeza, a inveja ou ciúme. Esses sentimentos são claramente nomeados por nós, enquanto a ansiedade é sempre nebulosa, isto é, é percebida como algo desconfortável, ameaçador, embora sua função primordial seja nos preparar e proteger contra perigos reais e imaginários.

Na dose certa, esse sentimento pode ser positivo. Precisamos de desafios para nos desenvolver. É preciso aprender a viver com níveis de ansiedade suficientes para atingir o nível mais alto do nosso potencial.

A ansiedade dentro de certos limites é natural e útil, uma vez que constitui um valioso recurso adaptativo e incita as pessoas a procurar e encontrar soluções positivas. Neste sentido é uma poderosa fonte de ação e evolução do próprio indivíduo. É um mecanismo que aumenta a probabilidade duma resposta apropriada ao perigo: a resposta “luta-ou-fuga”. Assim, certa dose de ansiedade é normal, até mesmo, benéfica.

A Ansiedade anormal ou patológica é uma resposta inadequada a determinado estímulo, em virtude de sua intensidade ou duração. Diferentemente da ansiedade normal, a patológica paralisa o indivíduo, traz prejuízo ao seu bem-estar e ao seu desempenho.

Os principais distúrbios de ansiedade são: ansiedade generalizada, ansiedade induzida por drogas ou problemas médicos, ataque de pânico, distúrbio do pânico, distúrbios fóbicos (agorafobia, fobia social, fobia generalizada etc.), transtorno obsessivo-compulsivo.

Aprender a lidar com a ansiedade é fundamental para garantir uma vida saudável.

               Profa Dra Edna Paciência Vietta

                            Psicóloga Clínica

 

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